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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Análise (Review) dos pedais Compressores Behringer (CS100 e DC-9)

Teste do pedal compressor Behringer CS100 na Central do Rock
Caros amigos,

Dando sequencia aos "reviews" de pedais e equipamentos em geral, vamos agora falar de dois compressores de preço bastante convidativo, o Dynamics Compressor DC-9 e o Compressor Sustainer CS100, ambos da Behringer.

O Behringer Compressor Sustainer CS100, possui controles semelhantes ao CS-3 da Boss e o DC-9 se assemelha ao MXR DynaComp.

Apesar das semelhanças não são clones dos compressores Boss e MXR. Também não podemos falar em melhorias, pois a Behringer na verdade se propôs a criar pedais com aparência semelhante mas com adaptações do projeto, principalmente para reduzir custos. A impressão que tenho sobre os produtos da marca alemã (o projeto é alemão, mas a indústria/fabricação é chinesa) é que muitas vezes os projetos são bens sucedidos, em outros momentos decepcionam. O V-Tone GDI21, por exemplo, foi uma grata surpresa.

Teste do pedal compressor Behringer DC9 na Central do Rock

Pontos positivos e negativos do CS100: A unidade que eu analisei tinha uma compressão um pouco abafada, porém fiel e com baixíssimo ruído. Porém o controle Attack não fazia efeito algum, não sei se era por defeito do potenciômetro ou defeito de projeto. Outra coisa que incomoda é a construção em plástico que acaba comprometendo um pouco a confiança no equipamento.

Pontos positivos e negativos do DC-9: Esta unidade ao contrário do CS100 possui uma construção em caixa de metal com aspecto bastante "vintage". A chave de acionamento, também em metal, transmite muita confiança ao guitarrista. O som não é tão gordo como o rival MXR, e é um pouco mais estalado também. Tinha tudo para ser perfeito, mas tive desagradáveis surpresas em relação ao ruído do equipamento. Em alguns momentos ele "chia" mais que muitos pedais de distorção. Não sei dizer se é defeito da unidade ou se o problema é no projeto, estou estudando uns MODs para resolver o problema. (Post Scriptum: o problema já foi solucionado pelo autor do artigo e o tutorial também está disponível em: http://www.centraldorock.com.br/2010/11/problema-de-ruido-solucionado-behringer.html).

No geral, poderia concluir que CS100 está muito longe do seu rival Boss CS-3. O DC-9 chegou perto do MXR, mas os ruídos me incomodaram bastante. Como os pedais de compressão são reguladores da amplitude da onda sonora, o ruído acaba sendo um problema constante. Porém a diferença de preço é gritante, o CS100 novo pode ser encontrado à venda por até R$ 90,00. Já o DC-9 custa em torno de R$ 120,00. Diante do preço, dependendo da necessidade do guitarrista, estes compressores acabam valendo a pena, mas não a ponto de poder recomendá-los para uso profissional. Eles quase chegaram lá!

NOTAS (de 1 a 10):

CS100 => Compressor Sustainer
Design/Aparência: 8
Construção/Robustez: 4
Ruído: 9
Controles: 7
Definição do timbre: 8
Qualidade do efeito: 7
Custo-benefício: 9

MÉDIA/NOTA FINAL CS100: 7,42


DC-9 => Dynamics Compressor
Design/Aparência: 9
Construção/Robustez: 10
Ruído: 4
Controles: 7
Definição do timbre: 8
Qualidade do efeito: 8
Custo-benefício: 8

MÉDIA/NOTA FINAL DC-9: 7,71


PONTUAÇÃO: Péssimo (1-2), Ruim (3-4), Bom (5-6), Ótimo (7-8), Excelente (9), Excepcional (10)

Obs.: Vale lembrar que um equipamento cuja MÉDIA/NOTA FINAL fique acima de 6 pode ser considerado um equipamento satisfatório, e acima de 8 poderá ser classificado como de uso profissional.


Um abraço!


Elvis Almeida
www.elvisalmeida.com

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Análise (Review) do pedal de efeito Behringer GDI21 V-Tone aqui na Central do Rock

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Caros amigos,

Recentemente resolvi montar uma banda de Blues cover. Entrei em contato com o nosso amigo e guitarrista Bruno (Vabso) e ele disse que já estava pensando em fazer a mesma coisa. Diante deste novo projeto, resolvi dar uma incrementada no meu setup para fazer um som mais "vintage". A primeira escolha foi o Behringer GDI21 V-Tone, pela versatilidade e baixíssimo custo, pra vocês terem um idéia comprei o meu por apenas R$ 99,00.

Já havia experimentado o pedal/simulador de amplificadores anteriormente para gravar o piloto de uma música minha que estou preparando para meu primeiro CD. Naquela ocasião havia ligado o pedal em linha com conector XLR (balanceada) e o resultado foi bastante satisfatório. Contudo, tive a sensação que em linha o pedal perdia compressão e "punch". Esta sensação foi confirmada quando chegou o meu pedal. Liguei ele no meu amplificador (Hüghes & Kettner) de 40W RMS e aquele "punch" que faltava apareceu e surpreendeu.

O V-Tone é um "stompbox" que simula 3 amplificadores clássicos, o Mesa-Boogie (Califórnia), Marshall (British) e o Fender (Tweed), todos com a opção Clean, Hi-gain e Hot. Há também a opção de simular 3 posições diferentes de microfone. A última chave GND LIFT, serve para tirar ruído desativando/ativando a conexão terra entre entrada e saída.

Diz a lenda que ele é um clone do SansAmp GT2, mas isto não é verdade. Ele é baseado no GT2 mas não chega a ser um clone. Também não podemos dizer que houve melhorias em relação ao projeto original. Trata-se muito mais de uma adaptação a peças e materiais mais modernos, o que tem suas vantagens e desvantagens. Uma melhoria que a Behringer deveria ter feito, na minha opinião, seria acrescentar um controle de médios. A equalização de 2 vias do V-Tone é boa, mas seria ainda melhor de fosse de 3, pois permitiria acrescentar ou cortar as frequências médias.

Pontos positivos: o fato de ter 3 amplificadores, com mais 3 canais e 3 posições de microfone permite tirar diversos timbres diferentes num total de 27 combinações. Isto aliado aos controles de Drive, Bass e Treble dá pra tirar uma infinidade de sons. O V-Tone tem pouquíssimo ruído, mesmo com o Drive no máximo. No geral as simulações são muito boas, com destaque para os timbres Marshall, principalmente o Clean, que é fidelíssimo ao original.

Pontos negativos: todo mundo reclama da caixa de plástico, mas na minha opinião a parte mais frágil é a chave de acionamento (footswitch) que não transmite confiança para pisar mais forte. Os potenciômetros nos dão a impressão de serem frouxos ao contrário de pedais como BOSS que são extremamente firmes.

No geral, poderia concluir que o pedal é muito bom e pode ser usado como único pedal de distorção de sua pedaleira, tamanha a versatilidade que ele possui. Se quiser utilizar um Tube Screamer como Boost as opções de configuração ficam ainda maiores. O pedal é prático, versátil e muito fácil de usar e configurar. Em pouco tempo dá pra tirar ótimos timbres com o equipamento.

NOTAS (de 1 a 10):

Design/Aparência: 9
Construção/Robustez: 4
Ruído: 9
Controles: 8
Definição timbre: 9
Praticidade: 9
Versatilidade: 10
Custo-benefício: 10

MÉDIA/NOTA FINAL: 8,5

PONTUAÇÃO: Péssimo (1-2), Ruim (3-4), Bom (5-6), Ótimo (7-8), Excelente (9), Excepcional (10)

Obs.: Vale lembrar que um equipamento cuja MÉDIA/NOTA FINAL fique acima de 6 pode ser considerado um equipamento satisfatório, e acima de 8 poderá ser classificado como de uso profissional.

Quer mais dicas sobre este pedal? Acesse a matéria especial com dicas no link: http://www.centraldorock.com.br/2010/02/dicas-de-uso-do-behringer-v-tone-gdi21.html


Um abraço!


Elvis Almeida
www.elvisalmeida.com

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Análise (Review) do TriEFX Overtone da Landscape

Review do pedal de guitarra TriEFX Overtone da Landscape na Central do Rock
E aí pessoal, como estão as coisas?

Na minha última visita à Eletro Peças Musical também experimentei o pedal TriEFX Overtone da Landscape, então vamos lá com o "review":

O pedal, na verdade são 3 (três) pedais em um, Booster/Overdrive, Distortion e Equalizer, exatamente nesta ordem.

Uma coisa que percebi nos pedais Landscape testados até agora foi o baixo nível de ruído, um ponto muito positivo no equipamento. Com o Distortion e o Booster ligados o ruído aumenta, mas nada que incomode.

Pontos positivos: o fato de ter 3 pedais em uma única unidade reflete diretamente no preço. O TriEFX Overtone custa bem menos que se você for comprar os pedais separados. Outro ponto positivo, é a redução de cabos e consequentemente dos inconvenientes que vêm junto com eles, como mal-contato, ruído... etc.

Pontos negativos: por outro lado, você vai perder um pouco de versatilidade, pois será impossível alterar a ordem dos pedais (apesar da ordem apresentada, ser teoricamente a mais indicada). Se você tiver os 3 pedais separados será possível colocar o equalizer no Loop do amplificador ou processador de efeitos.

Quanto aos timbres, gostei muito do Distortion, cujo som dependendo da configuração lembra o MXR Distortion+. O Booster/Overdrive é um overdrive leve, indicado mesmo para dar uma esquentada no som antes de chegar na etapa de distorção. O Equalizer possui 7 bandas de equalização, o que permite trabalhar com muita folga os timbres do instrumento.

No geral, poderia concluir que o pedal é muito bom, mas não deve ser adquirido como se fosse a solução definitiva em distorção. Inevitavelmente você precisará de outros pedais de distorção transistorizada ou valvulada para conseguir maior versatilidade. Como disse anteriormente, no quesito praticidade/facilidade de uso o pedal é excelente, perdendo um pouco na questão de versatilidade pois será impossível alterar a ordem, ou colocar um Phaser entre o Distortion e o Equalizer, por exemplo. Uma sugestão para a Landscape seria criar um Loop (Send/Return) no pedal para possibilitar a combinação de outros efeitos entre a distorção e o equalizador.


NOTAS (de 1 a 10):

Design/Aparência: 5
Construção/Robustez: 10
Ruído: 8
Controles: 8
Definição timbre: 9
Praticidade: 9
Versatilidade: 6
Custo-benefício: 9

MÉDIA/NOTA FINAL: 8,0

PONTUAÇÃO: Péssimo (1-2), Ruim (3-4), Bom (5-6), Ótimo (7-8), Excelente (9), Excepcional (10)

Obs.: Vale lembrar que um equipamento cuja MÉDIA/NOTA FINAL fique acima de 6 pode ser considerado um equipamento satisfatório, e acima de 8 poderá ser classificado como de uso profissional.


Um abraço!


Elvis Almeida

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Análise (Review) do Brutal Distortion da Landscape

Review do pedal de distorção para guitarra Brutal Distortion da Landscape na Central do Rock
E aí amigos, como foram as festas de fim de ano... tudo na Santa Paz?

No dia 06 de janeiro de 2010, estive em Divinópolis para um consulta médica e aproveitei para passar na Eletro Peças Musical para conferir as novidades.

Na ocasião, tive a oportunidade de testar o pedal Brutal Distortion da Landscape (usado por Gustavo Guerra e Roger Franco, p. ex.) e resolvi fazer um "review" do equipamento destacando os pontos positivos e negativos do equipamento.

De antemão, gostaria de agradecer aos vendedores Daniel e Rodrigo (que são guitarristas também) pela atenção e atendimento VIP que me ofereceram.

Vamos lá...

Primeiramente, quanto ao acabamento/design o pedal não impressiona... isso para mim é irrelevante, afinal os MXR originais eram bem rústicos e foram consagrados mundo afora pela durabilidade e qualidade dos efeitos. Ou seja, o Brutal Distortion não é um pedal bonito, mas com uma construção bem feita, com uma caixa (carcaça) aparentemente muito resistente.

O acionamento do pedal também é feito sem estalos e até mesmo com o dedo mínimo, uma vez que usa chaveamento eletrônico.

O timbre do pedal é muito bem definido e puxado para o grave, lembrando em muitos momentos o ProCo RAT, só que com um pouco mais de ganho. O Ruído é mínimo e não incomoda nem mesmo com o Drive no máximo. Os controles de equalização, Bass, Sculp (médios) e Treble são um ótimo destaque. Normalmente os pedais de distorção e também de overdrive possui apenas um controle (tone), mas com os 3 (três) do Brutal Distortion dá pra variar bastante os timbres passando de um Hard Rock até um Trash Metal.

Um ponto negativo para mim foi a falta de compressão, mesmo com o Drive no máximo, os ligados ficam fracos e com pouco brilho, o que prejudica bastante na hora de solar, pois é necessário palhetar forte e sempre para para o solo ficar com as dinâmicas equilibradas.

Toquei no pedal por quase uma hora e conclui que é um pedal perfeito para base, mas para solo é necessário ser acompanhado de um bom compressor, pois senão vai dar a impressão que ficou faltando "gás", mas no geral foi bastante satisfatório, ainda mais considerando a faixa de preço do equipamento.

Parabéns para Landscape, fez um pedal bem versátil e com timbre bem definido, se tivesse um pouco mais de compressão, seria melhor ainda.

NOTAS (de 1 a 10):

Design/Aparência: 5
Construção/Robustez: 10
Ruído: 10
Controles: 10
Definição timbre: 9
Compressão: 4
Versatilidade: 9
Custo-benefício: 9

MÉDIA/NOTA FINAL: 8,25

PONTUAÇÃO: Péssimo (1-2), Ruim (3-4), Bom (5-6), Ótimo (7-8), Excelente (9), Excepcional (10)

Obs.: Vale lembrar que um equipamento cuja MÉDIA/NOTA FINAL fique acima de 6 pode ser considerado um equipamento satisfatório, e acima de 8 poderá ser classificado como de uso profissional.


Um abraço!

Elvis Almeida

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pedais Handmade's... comprar ou não comprar? Eis a questão!

handmade pedais pedal guitarra efeitos do it yourself diy faça você mesmo hobby hobbistasRecentemente me enveredei pelos timbres e efeitos "vintage" e tive boas surpresas.

Há cerca de 10 (dez) anos atrás, comprar um pedal Sansamp ou MXR, p. ex., era para poucos, pois o guitarrista iria precisar de muita grana para montar sua pedaleira (me refiro ao conjunto de pedais e não ao multiefeito).

Me lembro saudosamente quando um colega (mais afortunado que eu) conseguiu comprar seu MXR Phase 90 (aquele que o Eddie Van Halen usa) e feliz da vida me apresentou o pedal tocando Ain't Talk About Love.

Mas hoje tudo mudou graças ao fenômeno do D.I.Y. (Do It Yourself - Faça você mesmo), ainda mais com a facilidade que a Internet proporcionou em difundir o conhecimento e a troca de experiências. Com isto, um grande número de hobbistas e profissionais de eletrônica começaram a montar seus próprios pedais de efeito... inicialmente para atender a própria demanda guitarrística e atualmente grande parte deles já trabalham exclusivamente na produção de pedais de efeito feitos à mão.

As marcas também tiveram que lançar linhas econômicas (fabricação chinesa) que às vezes pecam pela qualidade e durabilidade, mas têm ótimo custo-benefício.

Antigamente, o custo de comprar as peças separadamente e montar um pedal era quase o mesmo daquele de comprar um pedal de grife (de marca).

Até pouco tempo ainda tinha isso na cabeça. Foi quando um aluno meu apareceu com um Proco RAT montado por ele... o pedal ainda nem estava montado numa caixa... com as "entranhas" todas à mostra.

Testei o "RATinho" (risos) e fiquei maravilhado com o resultado. A qualidade sonora foi tão surpreendente que comecei a pesquisar sobre o assunto. De cara, me deparei com a seguinte situação... uma infinidade de tópicos em fóruns do Brasil e do mundo sobre o tema. Sites que além dos projetos vendem os kit's prontos para montar com manual de instruções e tudo... e mais um montão de gente fabricando pedais de efeito "vintage" e vendendo por aí.

Passei meus últimos 2 (dois) meses pesquisando sobre o assunto e assistindo vídeos e samples de diversos handmade's fabricado tanto por hobbistas quanto por profissionais.

O panorama atual é o seguinte:

I - existem muitos handmade's de altíssima qualidade de som e acabamento. A qualidade sonora se deve principalmente ao uso de peças de 1ª linha e muitas vezes a aperfeiçoamentos e modificações (MOD's) feitas no projeto clássico. O acabamento de primeira além de refletir na durabilidade do pedal também influencia no som, pois diminuem ruídos devido à capacitância parasita, p. ex.;

II - existem também pedais com qualidade satisfatória (média) e outros que era melhor nem montar... muito menos vender;

III - que muitos handmade's apesar de seus fabricantes dizerem que são superiores, são mais caros que os originais;

IV - existem aqueles bem baratinhos que às vezes resolvem o problema.

Diante desta realidade observei o seguinte:

A) Nem sempre compensa comprar os handmade's mais caros e famosos... por mais que argumentem que as melhorias no projeto tenham transformado-o num Super Pedal, se você quer um som clássico, o original poderá sair mais barato e mais próximo do som que quer tirar;

B) Outros handmades estão no outro extremo... montagens econômicas e criativas reduzem bastante o custo, mas reduzem também a qualidade de som... mas o preço é tão baixo que mesmo assim compensa... sem falar que se você tiver paciência ainda pode fazer uns MOD's e personalizar a um baixíssimo custo;

C) Surgiram também os clones não oficiais feitos na China a pedido de marcas conhecidas por nós... praticamente são reedições de pedais clássicos, contudo com pequenas modificações para não dar na cara que são cópias. Como o preço também é baixo para um pedal de grife, acaba tendo ótimo custo-benefício, mesmo que o som não seja tão bom quanto os originais.

ANÁLISE GERAL

Vamos pensar no tradicional conjunto de pedais:

Compressor + Overdrive + Chorus + Phaser + Delay

São cinco pedais diferentes, cujo custo irá variar muito, dependendo de como você vai montar, pedais de grife ou handmade's, vejamos:

GRIFE TOP
Custo: Aproximadamente R$ 500,00 (quinhentos reais) cada um. Total de R$ 2.500,00.
Resultado: Excelente (sabendo escolher os melhores de cada grife).
Relação custo-benefício: Baixa/Média.

HANDMADE'S TOP
Custo: Aproximadamente R$ 400,00 (quatrocentos reais) cada um. Total de R$ 2.000,00.
Resultado: Ótimo (sabendo escolher pode ficar excelente também).
Relação custo-benefício: Média.

HANDMADE'S MÉDIOS
Custo: Aproximadamente R$ 200,00 (duzentos reais) cada um. Total de R$ 1.000,00.
Resultado: Bom (cada fabricante tem um pedal da linha que é destaque, ou seja, é muito bom. Se tiver paciência de testar todos e pegar o melhor de cada um, o resultado pode ficar excelente também).
Relação custo-benefício: Alta.

HANDMADE'S ECONÔMICOS
Custo: Aproximadamente R$ 80,00 (oitenta reais) cada um. Total de R$ 400,00.
Resultado: Ruim (sabendo escolher e fazendo algumas modificações o resultado pode ficar bom).
Relação custo-benefício: Média (baixa no original... média com os upgrades). Também com este preço, mesmo o som não sendo lá estas coisas em alguns casos, você vai querer ter um destes no seu equipamento.

CLONES NÃO AUTORIZADOS FEITOS NA CHINA
Custo: Aproximadamente R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) cada um. Total de R$ 750,00.
Resultado: Bom (sabendo escolher pode ficar ótima).
Relação custo-benefício: Média/Alta.

É claro pessoal, que o sonho de qualquer guitarrista é ter um setup do bom e do melhor, mas nem sempre temos disponibilidade de caixa para investir tanto. Ocorre também, que nem todo equipamento TOP possui aquele som que você está procurando.

Vale lembrar que nunca tivemos tantas opções como temos agora. Se antigamente escolhíamos nossos pedais entre 2 (duas) marcas nacionais e umas 3 (três) internacionais (sou desse tempo, quando se amarrava cachorro com linguiça - risos), atualmente (contando com os handmade's) temos em torno de umas 30 (trinta) marcas diferentes para escolher, cada uma com sua linha própria, sem falar em multiefeitos, simuladores... etc.

Portanto, pra montar sua pedaleira, confie primeiro no seu ouvido, ouça bastante e quando cansar ouça novamente. Se não dá pra sair testando todos um por um... procure samples na Web que isso vai ajudar muito. Dê preferência para amostras que sejam gravadas com microfone e reviews bem produzidos que informem o equipamento usado na gravação para você ter noção melhor do resultado. Aquele "microfoninho" das câmeras digitais podem enganar muito.

Depois... escolha pedais que possuam uma relação custo-benefício alta ou pelo menos média/alta. Seu bolso irá agradecer e o resultado irá lhe surpreender, assim como fiquei surpreso quando testei o RAT.

Com paciência dá pra montar um setup excelente pegando o melhor de cada categoria de handmade e de marca. A pedaleira que estou montando, p. ex., já tem 3 pedais misturados (1 de grife, 1 handmade econômico e 1 clone chinês) e resultado está bastante satisfatório, e a um custo bastante equilibrado (500,00 + 120,00 + 80,00 = 700,00), cerca de R$ 230,00 (duzentos e trinta reais) por pedal.

Se você entende de eletrônica e tem tempo para ficar experimentando, monte você mesmo seus próprios handmade's. O RAT do meu aluno ficou em torno de apenas R$ 60,00 (sessenta reais).

Espero ter ajudado. Aproveito para deixar também nossos votos de muitas felicidades, boas Festas e um 2010 cheio de alegria e Rock'n Roll.

Um forte abraço!


Elvis Almeida
Guitarrista e Professor de Guitarra
www.elvisalmeida.com

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