
Caros amigos,
hoje vamos analisar o multiefeito (pedaleira) Zoom G9.2tt, que possui ótimo custo-benefício.
Tem muita gente que não gosta da marca Zoom, por diversos motivos, dentre eles:
a) Argumentam que o som é muito artificial;
b) que o gabinete é de plástico, pouco resistente;
c) que a programação é complicada... etc.
Vejamos:
Se você comparar um Zoom 505 ou 505II com qualquer pedaleira Boss, realmente será uma covardia. A Boss não fabrica mini-multiefeitos, no máximo fabrica aqueles módulos programáveis só de distorção, delay, reverb, modulação... etc.
Cabe salientar que, os mini-multiefeitos são dedicados ao guitarrista iniciante, estudo ou para situações de emergência. Portanto, só é justo comparar uma Boss GT-10 ou uma POD X3 Live com a Zoom G9.2tt, até mesmo a G7 não vai conseguir acompanhar. Acredito que as críticas são fruto muito mais do imaginário popular do que realmente de experiências com os equipamentos. Todas as três pedaleiras citadas são excelentes. O que vai mudar é a experiência pessoal que o usuário vai ter em relação a cada uma. Para uns guitarristas a POD será melhor, para outros será a Zoom e por aí vai.
Sobre as críticas existentes sobre a marca Zoom, faço as seguintes considerações:
a) Som artificial -> Obviamente nenhum multiefeito digital possuirá o mesmo som aveludado dos pedais analógicos. A qualidade do timbre varia muito de acordo com o modelo da Zoom, cada categoria tem um processador diferente. Assim as mais econômicas, 505 e 505II (ambas fora de linha), G1 e G1X terão um processador menos eficiente. As intermediárias, como 4040 (fora de linha) G2.1 terão um timbre mais definido. Mas os melhores timbres serão obtidos com os multiefeitos "topo de linha" como 9050, 9150, 8080 (as três fora de linha), G7.1 e G9.2tt, sendo que estas duas últimas possuem os processadores mais avançados da Zoom;
b) Gabinete de plástico -> Neste ponto, a nova linha da Zoom, todas as pedaleiras a partir da G2 possuem gabinete de metal, pedais/chaves tipo DPDT usada nos pedais analógicos. Ou seja, todas muito robustas;
c) Programação complicada - > Ora, certamente existem uma infinidade de pedaleiras mais fáceis de usar que a G9.2tt, mas daí dizer que são complicadas é um exagero. Quem usou a Digitech RP10 sabe muito bem o que é uma pedaleira difícil de programar. Dificuldade de programar, normalmente é devido ao fato do equipamento disponibilizar ao usuário uma gama muito maior de parâmetros, ajustes e configurações. Se para ter mais recursos, é necessário passar horas a fio lendo o manual, que seja. De primeira você vai dominar os recursos básicos e após um tempo já estará aproveitando os mais avançados.
Pontos positivos: são muitos.Destaca-se a existência de 2 válvulas 12AX7, uma de entrada e outra de saída, (um alerta: as distorções não são valvuladas, as válvulas são utilizadas para timbrar os drives, melhor dizendo, você "aquece" o som da guitarra na válvula de entrada do pré-amplificador, e equaliza na válvula de saída, engordando ou emagrecendo o timbre).
A construção extremamente robusta também é um ponto a se destacar. Não dá pra dizer que o equipamento é frágil.
A variedade de simuladores de amplificadores também é muito boa. A inovação fica por conta da simulação de pedais de distorção clássicos, como o TS808, SD-1, DS-1, ProCo RAT, MXR Distortion+, entre outros.
Os demais efeitos também são muito bons, possuindo ótimos parâmetros de configuração.
Os 2 pedais de expressão são muito confiáveis, ressaltando também a inovação do Z-pedal, que oferece a possibilidade de controlar 2 efeitos diferentes no mesmo pedal (o da direita).
O loop de efeitos é bem flexível. Você pode posicionar os pedais externos na ordem que você quiser em relação aos efeitos da pedaleira, ou seja, antes da modulação, do pré, do delay... etc.
Saída USB que permite a gravação direta no computador sem perdas ou ruídos.
O preço também é bastante convidativo. No Mercado Livre custa a partir de R$ 1.300,00 novo. Em outras lojas pode chegar até R$ 1.900,00, valor excelente para a categoria do equipamento. Os concorrentes costumam custar bem mais.
Pontos negativos:
Infelizmente não dá pra combinar diversos tipos de drive, por exemplo TS808+FenderBassman, RAT+TweedDeluxe, pois ela conta somente com algumas combinações de fábrica, como SD-1+JCM800, por exemplo. Mas isso não incomoda muito, pois dá pra utilizar o loop de efeitos e adicionar tantos pedais analógicos quanto você possua, ampliando as possibilidades.
Apesar de possuir uma chave que faz o casamento das impedâncias para você ligar direto na mesa, acho que faltou uma saída de linha balanceada XLR. Se tivesse seria perfeita.
No geral, poderia concluir que é uma compra de ótimo custo-benefício. Certamente, as concorrentes possuirão recursos que a Zoom G9.2tt não possui e vice-versa. Confie primeiro nos seus ouvidos. Os reviews servem como referência, mas você deve sempre testar pessoalmente o multiefeito com uma ótima guitarra e amplificador.
Veja a videoaula que gravei com a pedaleira:
Se preferir, veja a íntegra da aula no endereço:
http://www.elvisalmeida.com/2010/10/aula-comemorativa-incursoes.html
NOTAS (de 1 a 10):
Design/Aparência: 10
Construção/Robustez: 10
Controles: 9
Definição timbre: 9
Equalização: 9
Recursos: 9
Custo-benefício: 10
MÉDIA/NOTA FINAL: 9,42
PONTUAÇÃO: Péssimo (1-2), Ruim (3-4), Bom (5-6), Ótimo (7-8), Excelente (9), Excepcional (10)
Obs.: Vale lembrar que um equipamento cuja MÉDIA/NOTA FINAL fique acima de 6 pode ser considerado um equipamento satisfatório, e acima de 8 poderá ser classificado como de uso profissional.
Um abraço!
Elvis Almeida
Guitarrista e Professor de Guitarra
www.elvisalmeida.com
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